O governo da Espanha estabeleceu que a decisão sobre a antecipação da aposentadoria para profissionais da construção civil será tomada a partir de fevereiro. A medida ocorre após a aprovação de um decreto que obriga empresas de todos os setores a fornecerem informações detalhadas sobre as atividades desempenhadas pelos trabalhadores.
A Segurança Social fundamentou a exigência na falta de dados precisos sobre as tarefas diárias de cada profissional. As informações adicionais servirão de base para o departamento liderado por Elma Saiz analisar os pedidos de aposentadoria antecipada, tanto na construção quanto em outras áreas da economia.
Sindicatos do setor, como CC OO e UGT, pleiteiam a medida há décadas. O argumento central é a penosidade do ofício, comparando a situação dos trabalhadores da construção à de mineradores e marinheiros, que já possuem o direito de se aposentar precocemente.
A urgência do pedido é sustentada por estatísticas de acidentes de trabalho. A construção civil é o setor com a maior concentração de sinistros laborais no país, registrando 85 mortes entre janeiro e junho deste ano.
As entidades sindicais haviam solicitado a antecipação por meio de um canal recém-articulado pelo governo há mais de um ano. O processo seguia pendente de desenvolvimento até a publicação do novo decreto que fixa o prazo de entrega dos dados pelas empresas.


