O PSOL planeja direcionar parte de sua campanha no Rio de Janeiro a eleitores do PT insatisfeitos com as alianças firmadas pelo partido nas eleições estaduais. A estratégia foca nas candidaturas de William Siri ao Governo do Estado e de Monica Benicio ao Senado, buscando atrair militantes que rejeitam o apoio petista ao grupo de Eduardo Paes (PSD).
O principal ponto de atrito é o apoio do PT à candidatura de Pedro Paulo (PSD) para o Senado. O deputado é aliado de Paes e forma uma chapa com Benedita da Silva (PT). A escolha recebeu apoio público do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em ato realizado em Bangu, onde o mandatário pediu votos para a dobradinha.
A decisão desagradou integrantes do PSOL, que esperavam maior espaço para Monica Benicio. Vereadora do Rio e viúva de Marielle Franco, Benicio disputa o mesmo eleitorado progressista e tenta se consolidar como alternativa ao acordo fechado entre PT e PSD.
A aliança estadual foi formalizada em agosto, quando a convenção do PT confirmou o apoio a Eduardo Paes para o governo. Enquanto o PT tenta manter o PSOL próximo à campanha de reeleição de Lula, o partido de esquerda lançou chapa independente no estado.
William Siri, candidato ao Palácio Guanabara, afirmou em seu primeiro programa eleitoral que representa uma alternativa aos grupos que tradicionalmente disputam o governo fluminense. O objetivo é captar eleitores que não se sentem representados pela coligação de Paes.
Na disputa pela segunda vaga ao Senado, Monica Benicio e Pedro Paulo estão empatados com 6% das intenções de voto, segundo pesquisa Datafolha divulgada em 21 de agosto. O levantamento coloca Benedita da Silva na liderança, com 15%, seguida por Carlos Jordy e Carlos Portinho, com 8% cada. Marcelo Crivella também registra 6%.
Considerando a margem de erro de três pontos percentuais, seis candidatos aparecem tecnicamente empatados na corrida pela segunda cadeira do Rio no Senado.


