O Brasil criou 58.568 empregos com carteira assinada em julho de 2026, o menor resultado para este mês desde 2020, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O número representa uma queda de 56,3% em comparação a julho de 2025, quando foram abertas 133.932 vagas. No período, as empresas registraram 2,26 milhões de contratações e 2,2 milhões de desligamentos. A nova metodologia de levantamento do governo entrou em vigor em 2020, ano em que o saldo de julho foi de 108,5 mil postos.
Entre janeiro e julho de 2026, o país acumulou a criação de 972,2 mil empregos formais, redução de aproximadamente 21% frente ao mesmo período do ano anterior, que registrou 1,23 milhão de vagas. Apesar da desaceleração, o estoque total de trabalhadores com carteira assinada subiu para 48,08 milhões ao final de julho, superando os 47,2 milhões de julho de 2025.
O setor de serviços liderou a abertura de vagas no mês com 24.098 postos. A construção civil registrou 12.691 vagas, seguida pela agropecuária com 12.523 e pela indústria com 11.135. O comércio foi o único dos cinco grandes setores com saldo negativo, fechando 2.056 postos de trabalho.
Regionalmente, o Sudeste teve o maior saldo positivo, com 21.668 vagas. O Nordeste abriu 18.973 postos, o Centro-Oeste registrou 9.943 e o Norte somou 8.375 novas vagas. A região Sul foi a única a apresentar resultado negativo, com o fechamento de 628 postos.
O salário médio real de admissão subiu para R$ 2.419,23 em julho, valor acima dos R$ 2.404,10 de junho e dos R$ 2.370,85 de julho de 2025. O cálculo considera a remuneração real, com desconto dos efeitos da inflação.
Enquanto o Caged monitora apenas o mercado formal, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indica que a taxa de desemprego ficou em 5,3% no trimestre encerrado em julho, o menor nível para o período desde 2012.


