A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta sexta-feira (28) que a bandeira tarifária de setembro permanecerá amarela. A medida mantém o custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos para todos os consumidores cativos das distribuidoras, exceto os de sistemas isolados.
A manutenção do valor reflete condições menos favoráveis de geração de energia no país. Segundo a Aneel, o período seco provoca a redução nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas, o que exige o acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo de operação mais elevado.
O sistema de bandeiras tarifárias foi adotado pela agência em 2015 para dar transparência às condições de geração mensal. Entre janeiro e abril deste ano, a bandeira foi verde, sem acréscimos na tarifa. A bandeira amarela foi acionada em maio e segue vigente desde então.
A Aneel informou em nota que a adoção de hábitos eficientes de consumo é importante para evitar desperdícios e contribuir para a economia doméstica e a sustentabilidade do setor elétrico.
No sistema atual, a bandeira verde não gera acréscimos. Já a vermelha, no Patamar 1, adiciona R$ 4,463 por 100 kWh, enquanto o Patamar 2 da bandeira vermelha eleva o custo em R$ 7,877 para a mesma quantidade de consumo.

