O presidente Donald Trump anunciou, nesta sexta-feira (28), um acordo que concede aos Estados Unidos o controle majoritário de mais de 65 bilhões de barris de reservas de petróleo na Venezuela. Segundo o governo, a negociação não terá custos para o contribuinte americano e permitirá que o país mais que dobre suas reservas de petróleo bruto.
O anúncio foi feito via rede social Truth Social. Trump atribuiu a negociação ao secretário de Estado, Marco Rubio, e ao secretário de Guerra, Pete Hegseth, que atuaram com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodriguez, e com parceiros do setor privado. O volume acordado representa 21% das reservas totais venezuelanas, estimadas em 300 bilhões de barris.
As conversas envolveram mais de 12 campos petrolíferos produtivos, incluindo ativos anteriormente controlados pela China. O pacto prevê contratos de exploração de até 100 anos em campos específicos, onde empresas privadas, inclusive norte-americanas, desenvolverão a extração e repassarão a receita ao governo venezuelano.
Marco Rubio afirmou que o acordo é uma vitória para os dois países e estimou a atração de US$ 100 bilhões em investimentos privados, o que apoiaria milhares de empregos na Venezuela. Trump declarou que a medida reduzirá substancialmente os preços da gasolina para a população dos Estados Unidos.
A negociação ocorre após operação militar americana que capturou o ex-presidente Nicolás Maduro em janeiro. Maduro está preso em Nova York aguardando julgamento, enquanto Rodriguez, ex-vice-presidente, assumiu a presidência interina. Como parte do processo, os EUA aliviaram sanções para permitir o retorno de empresas petrolíferas americanas ao país.
A Venezuela avalia agora a permanência na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). A possível saída do país, somada a uma decisão similar dos Emirados Árabes Unidos, reduziria a capacidade produtiva coordenada do grupo, do qual a Venezuela é membro fundador desde 1960.

