O papa Leão 14 afirmou, nesta sexta-feira (28), em conferência realizada em Roma, que a velocidade das inovações em inteligência artificial gera o risco de a humanidade se tornar vítima de suas próprias invenções. O líder da Igreja Católica falou durante o congresso anual do Instituto Internacional de Ciências Administrativas, na Universidade Sapienza.
O sumo pontífice declarou que um dos problemas graves da atualidade é a transferência de decisões que envolvem a vida humana para as máquinas. Ele questionou se as pessoas serão capazes de controlar tais ferramentas no futuro.
A fala faz parte de uma série de análises críticas do pontífice sobre o tema. Na encíclica Magnifica Humanitas, Leão 14 defende a proteção da humanidade diante das novas tecnologias, com foco na preservação de postos de trabalho e de papéis humanos insubstituíveis.
Durante o discurso, o papa defendeu a implementação de um marco ético para orientar o uso de ferramentas digitais. Ele afirmou que essas tecnologias estão concentradas em corporações com grande poder econômico, enquanto os governos enfrentam dificuldades para exercer a supervisão.
Leão 14 incentivou os pesquisadores do instituto a buscar meios para que a administração pública promova a humanização das tecnologias digitais, a fim de que sirvam à vida e à paz.
Ao encerrar o pronunciamento, o líder católico relembrou a fala do papa Francisco no Dia Mundial da Paz, em 2024. Na época, Francisco pediu que a pesquisa científica e tecnológica fosse direcionada ao bem comum das sociedades, combatendo desigualdades e injustiças.

