O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou, nesta sexta-feira (28), que as novas sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos equivalem a terrorismo de Estado. A chancelaria iraniana classificou as medidas como ilegais e pediu que a comunidade internacional e a ONU se posicionem contra o governo de Donald Trump.
Em comunicado oficial, Teerã declarou que usará todas as capacidades para defender o país contra um ataque militar e econômico combinado dos EUA e de Israel. O texto descreve a guerra econômica americana como uma ferramenta projetada para infligir sofrimento à população, colocando em risco a saúde e a subsistência de milhões de civis.
O impacto das medidas já é sentido nas ruas. Na terça-feira (25), longas filas de carros foram registradas em postos de gasolina na capital, Teerã, devido ao medo de nova disparada nos preços. O chefe de gabinete do presidente iraniano, Mohsen Haji-Mirzaei, informou que o governo revisará as cotas de combustível, reduzindo-as sem alterar o preço base, mas cobrando valores mais altos para compras excedentes.
Um corretor de imóveis relatou que as restrições já afetam a vida de pessoas com diferentes níveis de renda, apesar da resiliência da população. O país já enfrentava inflação elevada, fator que impulsionou protestos contra o governo com pico em janeiro.
As medidas desta semana integram a estratégia de asfixia econômica detalhada na segunda-feira (24) pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. O funcionário americano prometeu aumentar a pressão sobre o Irã e ameaçou aplicar consequências a países que não aderirem à campanha.
O ministro da Economia, Ali Madanizadeh, afirmou que o país estava preparado para as novas sanções. Segundo ele, os Estados Unidos fracassaram em ocasiões anteriores e devem enfrentar uma nova derrota. Atualmente, o Irã mantém o Estreito de Ormuz fechado, enquanto os EUA sustentam um bloqueio naval contra a República Islâmica.

