O governo do Irã classificou as novas sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos como “terrorismo de Estado” e “crime contra a humanidade” nesta sexta-feira (28). Em resposta, o líder supremo, aiatolá Mojtaba Khamenei, proibiu a realização de atos populares que possam prejudicar a coesão social do país.
A medida ocorre após o Departamento do Tesouro dos EUA lançar, na segunda-feira (24), a operação Exilados Econômicos. A ofensiva, apelidada de “Dia D econômico”, visa cortar as fontes de financiamento do governo iraniano e da Guarda Revolucionária.
A ação sancionou quase 60 pessoas, além de empresas e embarcações ligadas aos setores de tecnologia nuclear, mísseis, petróleo, transporte e ciberatividade. O governo de Donald Trump também alertou que países que mantiverem laços comerciais com o Irã enfrentarão sanções semelhantes.
O impacto econômico já é sentido internamente. A inflação anual do Irã atingiu 66% em julho e o presidente Masoud Pezeshkian informou que o comércio exterior do país caiu quase 35% em razão das sanções e do bloqueio naval.
Khamenei orientou as autoridades a evitarem declarações que estimulem protestos e pediu ao governo a implementação de medidas para conter os danos da guerra econômica. O governo iraniano afirmou que outras nações não devem implementar as restrições americanas.
A ofensiva dos Estados Unidos atingiu também instituições estrangeiras. O banco egípcio Banque Misr foi sancionado por negociar com o Irã, o que restringiu as operações da instituição em dólares nos Emirados Árabes Unidos.


