A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) estreou no horário eleitoral para o rádio e a televisão nesta sexta-feira (28), em campanha para uma vaga no Senado pelo Distrito Federal. A candidata afirmou ter aceitado a disputa após receber uma missão de seu marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Durante a propaganda de dois minutos, Michelle Bolsonaro evitou citar o enteado, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato do partido à Presidência. A ausência ocorre enquanto a campanha presidencial busca ampliar a participação da ex-primeira-dama na corrida pelo Planalto. O vídeo incluiu imagens do casal e um jingle em ritmo de piseiro.
A candidata resgatou a posse de Jair Bolsonaro em janeiro de 2019, quando discursou em Libras, e prometeu que a comunidade surda teria seus direitos respeitados. Michelle também detalhou a biografia, mencionando a infância em Ceilândia, a separação dos pais aos quatro anos e a profissão do pai como motorista de ônibus.
Para a atuação no Senado, a candidata listou como prioridades as mães atípicas, pessoas com deficiência e entidades do terceiro setor. A propaganda apresentou as candidaturas de Michelle e da deputada Bia Kicis (PL) em conjunto, sob a marca “programa Michelle e Bia”. Flávio Bolsonaro também não foi mencionado no trecho de Kicis.
Na disputa pelo Senado, outros candidatos utilizaram a trajetória pessoal. Leila Barros (PDT) relembrou a infância em Taguatinga e a carreira no vôlei, enquanto Érika Kokay (PT) focou na atuação parlamentar. O pastor Ronaldo Fonseca (PSD) se apresentou como candidato do ex-governador José Arruda (PSD).
Na corrida para o governo do Distrito Federal, a governadora Celina Leão (PP) defendeu as medidas adotadas no Banco de Brasília (BRB) e afirmou ter realizado auditoria completa na diretoria. Já o candidato Leandro Grass (PT) associou o banco ao caso Master, afirmando que a gestão atual jogou milhões de reais no lixo.

