A candidata ao Senado e presidente da federação UB-PP em Goiás, Gracinha Caiado, afirmou que pretende levar ao Congresso Nacional as experiências bem-sucedidas do estado. A ex-primeira-dama, que lidera as pesquisas eleitorais, destacou a redução da pobreza em Goiás como um dos principais resultados de sua gestão à frente de programas sociais.
Gracinha Caiado informou que 600 mil pessoas saíram da condição de pobreza no estado. Os números são resultado do Goiás Social, programa do governo estadual criado em maio de 2021 para combater a vulnerabilidade social e promover a inclusão de famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza, que contou com mais de cem ações.
A candidata, que é casada há 36 anos com o ex-governador Ronaldo Caiado, disse que a decisão de disputar o Senado ocorreu após seu nome aparecer em primeiro lugar em pesquisas. A escolha foi discutida com o grupo político, com Daniel Vilela e com a família, após resistência inicial das filhas devido à exposição pública do casal.
Sobre a conciliação entre a campanha e a possível posição de primeira-dama do Brasil, caso Ronaldo Caiado seja eleito presidente, Gracinha afirmou que não vê incompatibilidade. Ela declarou que mulheres possuem capacidade de gerir a vida familiar e profissional simultaneamente, e que as funções podem interagir positivamente.
A trajetória política de Gracinha começou aos 24 anos, em Feira de Santana, na Bahia, quando participou da fundação de uma ramificação da União Democrática Ruralista (UDR). Na ocasião, a candidata contrariou conselhos familiares para participar de reuniões dominadas por homens, atuando inicialmente como produtora rural em uma vertente apartidária.
A candidata explicou que, durante o período como primeira-dama, evitou dar entrevistas e falar de política para focar na área social. Agora, ela define a disputa ao Senado como a primeira vez que realiza uma atividade política partidária voltada diretamente para si mesma.


