O número de mortos confirmados após as inundações no Nepal e na China chegou a 750 neste domingo (30), com mais de 3 mil pessoas ainda desaparecidas. Os dados foram divulgados em balanços oficiais dos dois países, que registram a devastação de projetos de infraestrutura na região de fronteira.
A agência de desastres do Nepal informou que o total de óbitos no país subiu para 734, superando os 670 registrados anteriormente. Pelo menos 2.498 pessoas continuam desaparecidas em território nepalês, incluindo centenas de estrangeiros.
Na China, as autoridades confirmaram a morte de ao menos 16 pessoas na região do Tibete. O balanço chinês indica que 546 pessoas estão desaparecidas, grupo que inclui 261 estrangeiros, sendo 18 deles americanos.
Cerca de 900 funcionários nepaleses de projetos hidrelétricos desapareceram, segundo a Associação de Produtores Independentes de Energia do país. Até o momento, 361 trabalhadores do setor foram resgatados.
A inundação atingiu dezenas de obras próximas à fronteira entre as duas nações, deixando operários presos em túneis e canteiros de obras. Por não conseguir contato com as vítimas, o governo nepalês solicitou auxílio técnico para resgate em túneis à Índia e à China.
Equipes de socorro dos dois países chegaram ao Nepal no sábado (29). O ministro das Relações Exteriores do Nepal, Shisir Khanal, afirmou em coletiva de imprensa que a cooperação é uma assistência especializada de vizinhos amigos.

