Três militares da reserva que atingiram o posto máximo das Forças Armadas recorreram ao Superior Tribunal Militar (STM) para tentar evitar a perda definitiva de suas patentes. Os oficiais foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação em tentativa de golpe de Estado e crimes contra a democracia.
Walter Braga Netto, Paulo Sérgio de Oliveira e Almir Garnier apresentaram defesas ao STM, órgão responsável por analisar a manutenção dos postos e das prerrogativas militares. Os advogados argumentam que o histórico profissional dos oficiais deve ser considerado no processo.
A defesa de Braga Netto o descreve como um militar respeitado no Exército. Para Paulo Sérgio, os representantes sustentam que a trajetória foi marcada por conduta impecável. Já os advogados de Garnier ressaltam que ele ingressou na estrutura da Marinha ainda criança e construiu uma carreira de destaque.
Os três cumprem penas em regime fechado por crimes de tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada e abolição violenta do Estado democrático de Direito. As condenações impostas pelo STF variam entre 19 e 26 anos de prisão.
Nas unidades prisionais, os generais mantêm rotinas de estudos, atividades físicas, visitas e trabalhos para remição de pena. O ex-vice-presidente Hamilton Mourão visitou Braga Netto e Paulo Sérgio, relatando que ambos demonstram revolta com as sentenças.
Mourão defendeu a possibilidade de revisão dos processos judiciais ou a aprovação de uma anistia por meio do Congresso Nacional.


