O candidato à Presidência da República Wilson Grassi, do partido Democrata, afirmou que pretende implementar propostas polêmicas que não constam em seu programa oficial de governo. Entre as medidas citadas em entrevista publicada no sábado (29), está a criação do programa Meu Botox, Minha Vida, para oferecer toxina botulínica gratuita a mulheres de baixa renda.
Grassi disse que o projeto visa aumentar a autoestima das beneficiárias. O financiamento seria viabilizado por meio de impostos arrecadados sobre cosméticos e cortes no financiamento público de campanhas eleitorais.
Na área econômica, o candidato propõe a substituição de nove tributos federais por um imposto único de 2% sobre movimentações bancárias. Ele também defende a extinção da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), afirmando que a legislação mantém uma cultura de que o empregado é um “coitadinho”.
Sobre a assistência social, Grassi sugere que o valor do Bolsa Família seja elevado para R$ 2.000. Em contrapartida, propõe que os beneficiários percam o direito de votar, sob a justificativa de que a esquerda mantém as pessoas pobres para se eternizar no poder.
O candidato também defende a revisão do regime legal de mineração em terras indígenas. Grassi afirmou que a regulamentação do garimpo, que já seria uma realidade, permitiria que a atividade tivesse controle e arrecadação.


