A procura por ajuda para parar de fumar cresceu 64% em Goiás, segundo dados do Ministério da Saúde. O índice considera moradores que buscaram tratamento e acompanhamento contra a dependência da nicotina nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do Sistema Único de Saúde (SUS).
O crescimento ocorre enquanto o cigarro convencional perde espaço para dispositivos eletrônicos, como vapes e pods, especialmente entre o público jovem. Na faixa etária de 18 a 24 anos, a frequência de usuários desses aparelhos subiu de 7,4%, em 2019, para 10,1%.
Em Goiânia, dados do sistema Vigitel indicam que a proporção de adultos fumantes caiu de 13,3% em 2006 para 11,1% no período recente, uma redução de 2,2 pontos percentuais. No entanto, a média nacional de adultos fumantes voltou a subir, atingindo 11,7%.
O tabagismo é classificado como doença crônica e está associado a mais de 50 condições de saúde, incluindo doenças cardiovasculares e respiratórias. O cigarro é apontado como responsável por cerca de 90% dos casos de câncer de pulmão.
No cenário nacional, as UBSs contabilizaram 2,1 milhões de atendimentos relacionados ao tratamento do tabagismo em 2025. O serviço gratuito do SUS oferece avaliação clínica, suporte terapêutico individual ou em grupo e, quando indicado, medicamentos como bupropiona e terapias de reposição de nicotina via adesivos e gomas.


