Uma pendência da Polícia Federal (PF) com operadoras de telefonia adiou a definição sobre a abertura de um inquérito contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por suspeita de estupro. O parlamentar nega ter cometido o crime.
A PF comunicou nesta semana ao ministro Gilmar Mendes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), que concluiu as diligências, mas aguarda a resposta de uma empresa de telefonia, mantida em sigilo, sobre dados cadastrais. O gabinete do ministro não considera a etapa finalizada sem essas informações. A PF enviou novo ofício à empresa pedindo máxima urgência na entrega.
Após a conclusão do material, os dados serão enviados à Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão analisará se há elementos para pedir a abertura de investigação formal ao STF, se novas providências são necessárias ou se o caso deve ser arquivado.
A assessoria de Gaspar informou na sexta-feira (28) que mantém declarações anteriores, classificando a denúncia como um ataque criminoso de opositores ocorrido enquanto ele era relator da CPI mista do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em 6 de agosto, o deputado afirmou a jornalistas que refuta a acusação com veemência.
No início do mês, Gaspar solicitou ao STF e à PGR celeridade em um exame de DNA para provar sua inocência. O material genético foi coletado em 23 de abril, após decisão judicial de primeiro grau em Alagoas.
A apuração preliminar começou após o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) encaminharem uma notícia-crime à PF em 27 de março. Ambos receberam a denúncia de um homem que alegava conhecer a vítima e possuir provas. Gaspar processa os dois parlamentares por calúnia, injúria, coação e denunciação caluniosa.


