As equipes de resgate trabalham nesta segunda-feira (31) na recuperação de vítimas de enchentes no Himalaia, que causaram ao menos 919 mortes entre o Nepal e a China. As operações avançam lentamente em túneis obstruídos por lama no lado nepalês e em áreas soterradas no Tibete.
No Nepal, a operação mais complexa ocorre em seis galerias de projetos hidroelétricos. Os túneis estão cegados por detritos, o que obriga as equipes a avançarem metro a metro na tentativa de localizar sobreviventes.
Do outro lado da fronteira, no Tibete, mais de 2.100 efetivos chineses realizam buscas por cuadrículas no passo de Gyirong. A área foi devastada pela lama e as equipes tentam reabrir o único acesso terrestre da região.
A catástrofe atingiu gargantas e encostas da cordilheira, resultando no soterramento de infraestruturas e no isolamento de comunidades. A apuração indica que a lama cobre extensas áreas de passagem.
O balanço de mortes soma 919 vítimas confirmadas até este momento, abrangendo as áreas afetadas nos dois países vizinhos.

