A exposição diária a conteúdos sobre dietas, exercícios e transformações físicas nas redes sociais influencia a percepção de beleza e saúde entre jovens e adolescentes. O psicólogo Fernando Gobbato afirma que esse cenário é impulsionado por uma cultura da performance que estende a pressão por resultados escolares também à aparência física.
A sensação de necessidade de acompanhar padrões específicos surge quando corpos e rotinas são apresentados como referências de sucesso nas plataformas digitais. Segundo Gobbato, essa dinâmica ocorre em uma fase da vida marcada pela construção da identidade e por transformações naturais do organismo.
A comparação contínua com imagens e estilos de vida publicados na internet afeta a autoestima dos jovens. O psicólogo explica que a pressão para melhorar a aparência constantemente gera impactos diretos na relação do adolescente com o próprio corpo.
Para prevenir esses danos, o profissional indica o desenvolvimento de um olhar crítico sobre o conteúdo consumido no ambiente digital. A capacidade de questionar discursos prejudiciais é apontada como a principal defesa contra a pressão estética.
As instituições de ensino podem atuar nesse processo auxiliando os estudantes a compreenderem como os padrões de beleza são construídos. A escola tem a função de ajudar o aluno a reconhecer informações confiáveis e a desconstruir a ideia de perfeição digital.
A análise foi apresentada no programa Ser Goiás na TV, iniciativa da Fundação Sagres em parceria com a Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc-GO). O projeto integra comunicação e educação para abordar desafios contemporâneos da educação básica.


