As taxas do Tesouro Direto operam em queda nesta segunda-feira (31), com os títulos prefixados liderando o recuo. O movimento reflete a divulgação de um Boletim Focus com projeções mais brandas para o Brasil e a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã no cenário internacional.
O Tesouro Prefixado 2032 caiu de 14,60% na sexta-feira para 14,54% nesta manhã. O Prefixado com Juros Semestrais 2037 recuou de 14,62% para 14,56%. Ambos registraram queda de 6 pontos-base. Nos títulos indexados à inflação, o IPCA+ 2040 recuou de 7,46% para 7,42%, enquanto o IPCA+ 2032 caiu para 7,97%.
O Boletim Focus reduziu a mediana do IPCA para 2026 de 5,02% para 5,01% e a estimativa de crescimento do PIB de 1,95% para 1,92%. A projeção para a Selic permaneceu em 13,75% ao ano para o fim de 2026. O Goldman Sachs informou que a melhora foi marginal e que a mediana para o resultado primário segue deficitária entre 2026 e 2029.
No exterior, os Estados Unidos lançaram ataques contra alvos iranianos durante a noite, e Teerã afirmou ter revidado contra bases americanas na Jordânia. O petróleo Brent subiu 3%, sendo negociado acima de US$ 91 por barril, e o WTI avançou 3%, superando US$ 86.
A ferramenta FedWatch da CME indica que 59,9% do mercado agora vê probabilidade de alta de juros pelo Federal Reserve em setembro, contra 35,4% antes do discurso de Kevin Warsh em Jackson Hole. Mark Haefele, diretor de investimentos do UBS Global Wealth Management, disse que o cenário base da instituição segue sendo a manutenção dos juros neste ano.
A agenda doméstica terá a divulgação do PIB do segundo trimestre nesta terça-feira (1º). O Itaú BBA projeta crescimento de 0,5% em relação ao trimestre anterior e alta de 2% na base anual. Em pesquisa da AtlasIntel Bloomberg, Lula aparece com 43,4% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33,7% de Flávio Bolsonaro.


