O escritor e palestrante Augusto Cury, do Avante, subiu de 2% para 11% nas intenções de voto para a Presidência da República em apenas uma semana, segundo pesquisa BTG/Nexus. O candidato assumiu a terceira posição na corrida eleitoral, superando adversários ao capturar eleitores que buscam alternativas à polarização política.
A análise da Nexus indica que quatro dos nove pontos conquistados por Cury vieram de eleitores que anteriormente declaravam voto em Flávio Bolsonaro (PL). Outros dois pontos migraram de Lula, que recuou de 41% para 39%, enquanto Flávio caiu de 37% para 33% no cenário estimulado de primeiro turno.
Nos bastidores, há informações de que Pablo Marçal estaria auxiliando Cury na estratégia de redes sociais. Marçal está inelegível e deve ter a candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral. Embora a campanha de Cury e o marqueteiro Sérgio Lima neguem a contratação de influenciadores, Cury compartilhou vídeo em que Marçal afirma que o escritor “pode contar com ele”.
Um cientista político afirmou que a comunicação de Cury apresenta a linguagem de Marçal, caracterizada por cortes curtos, discurso antissistema e frases de impacto. Após debate na Band, Cury ganhou cerca de 2 milhões de seguidores no Instagram, com vídeos inundando as redes sociais.
Apesar da ascensão, o candidato é avaliado como “cru” em temas de administração pública. Em sabatinas, Cury demonstrou desconhecer o conceito de arcabouço fiscal e propôs o uso de drones no combate ao feminicídio, sugestão que se tornou meme. Para o especialista ouvido, a subida do candidato possui método, mas não deve se sustentar.

