A República Democrática do Congo (RDC) registrou 6.041 casos confirmados de ebola e 2.911 mortes nesta segunda-feira (31). A epidemia, declarada em meados de maio, é a mais grave da história do país e supera o surto ocorrido entre 2018 e 2020 no leste congolês.
O surto teve início na província de Ituri, no nordeste, e é causado pelo vírus Bundibugyo. De acordo com as autoridades de saúde, não existem vacina ou tratamento específico aprovados para essa cepa. Até o momento, 1.366 pessoas se recuperaram da doença.
A doença se propagou por seis províncias do norte e do leste da RDC. A apuração indica que a disseminação rápida ocorre em áreas onde a presença do Estado é frágil e há atividade de grupos armados.
Sintomas iniciais leves podem atrasar a detecção do vírus, informaram as autoridades sanitárias. A cepa Zaire era a responsável pela maioria dos surtos anteriores no país, enquanto a versão Bundibugyo ainda é pouco conhecida e possui vacinas em fase de testes.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou a realização de um ensaio clínico de fase 3 utilizando a Ervebo. Esta vacina já é aprovada para o combate à cepa Zaire, mas será testada como alternativa enquanto não há um imunizante específico para o surto atual.

