Cerca de 29% dos brasileiros com 16 anos ou mais afirmam utilizar ferramentas de inteligência artificial quase ou todos os dias. O dado consta na terceira edição da pesquisa Privacidade e proteção de dados pessoais, divulgada nesta segunda-feira (31), pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br).
O levantamento indica que 92% dos usuários de internet no país utilizam as ferramentas de IA em maior ou menor frequência. A apuração detalha que as pessoas fornecem diversos tipos de informações durante as interações com os sistemas.
Temas de trabalho ou estudo representam a maior parte dos dados compartilhados, com 73% das menções. Os usuários também informaram fornecer preferências e gostos pessoais, sentimentos, emoções, dados de saúde, finanças e fotos próprias ou de conhecidos.
O estudo foi realizado em dezembro de 2025 com 2.500 internautas brasileiros a partir de 16 anos. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevistas on-line assistidas por computador, com calibração baseada em estimativas da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) e da pesquisa Tic Domicílios 2024.
Os resultados foram apresentados durante a 17ª edição do Seminário de Proteção à Privacidade e aos Dados Pessoais. O Cetic.br é um departamento do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), órgão vinculado ao Comitê Gestor da internet no Brasil (CGI.br).
A divulgação ocorre em paralelo às normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que define conceitos de dados pessoais e sensíveis. A legislação estabelece a obrigatoriedade de políticas de privacidade em português e a identificação dos responsáveis pelo tratamento das informações.
A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) é a entidade responsável por aplicar as nove modalidades de punições previstas para quem descumprir a lei. Cidadãos que identificarem violações de privacidade podem acionar a empresa, peticionar junto à ANPD ou registrar boletim de ocorrência.

