A médica Lígia Feliciano, do União Brasil, consolidou a aliança partidária para a disputa pelo governo da Paraíba ao aceitar a candidatura a vice na chapa de Lucas Ribeiro, do PP. A candidata, que já foi vice-governadora por dois mandatos, é mãe do atual ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.
Lígia participou, no dia 20 de agosto, da inauguração do comitê de campanha do presidente Luiz Inácio Lula em João Pessoa. Na ocasião, a candidata afirmou que o presidente mudou o país. Ela é casada com o deputado federal Damião Feliciano, parlamentar desde 1999.
A família possui negócios no estado que foram alvo de reportagens e processos. Em dezembro de 2025, Gustavo Feliciano transferiu três empresas para Soraya Rouse Santos Araújo, ex-assessora de Damião. As companhias — UniPB, Sunset Business e GCF Construções — somavam um capital social de R$ 400 mil.
Documentos indicam que a Sunset Business e a GCF Construções foram vendidas por R$ 100 mil cada. Já a transferência da UniPB foi registrada em R$ 200 mil, sem confirmação de pagamento. A apuração da imprensa local apontou suspeitas sobre a efetiva transferência de controle e o uso de laranjas.
Damião Feliciano foi alvo de Ação Civil Pública do Ministério Público Federal (MPF) por participação societária em rádios. Em 2021, a Justiça Federal anulou a renovação das concessões da Rádio Santa Rita e do Sistema Rainha de Comunicação, decisão posteriormente reformada pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região. O MPF recorreu ao STF e ao STJ.
No setor educacional, a União de Ensino Superior de Campina Grande (Unesc), ligada ao grupo, figura como ré em processos trabalhistas no Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região. A própria Lígia Feliciano respondeu a ação do Ministério Público Eleitoral (MPE) em 2014 por abuso de poder político e econômico, mas o TSE rejeitou o pedido de cassação em 2018.


