A defesa de Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que Max Guilherme Machado de Moura e Sergio Rocha Cordeiro voltem a integrar a equipe de assistência de rotina do ex-presidente em sua residência, nesta segunda-feira (31).
Max Guilherme é ex-sargento da Polícia Militar do Rio de Janeiro e ex-integrante do Bope. O auxiliar trabalhou como assessor durante o período em que Bolsonaro esteve no Palácio do Planalto e permaneceu na estrutura de apoio após o fim do mandato.
Em maio de 2023, Max foi preso preventivamente na Operação Venire, da Polícia Federal. A ação investigava a suspeita de inserção de dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde. Sergio Cordeiro também foi alvo da mesma operação.
Os dois foram afastados da equipe de Bolsonaro após passarem à condição de investigados. A petição apresentada ao STF agora sustenta que o cenário jurídico mudou, citando que o Ministério Público Federal (MPF) promoveu o arquivamento das investigações contra ambos em junho deste ano.
O MPF considerou que não havia elementos mínimos de autoria delitiva e que não ficou demonstrada a participação dolosa dos dois nos fatos investigados. Esse arquivamento fundamenta o pedido para que voltem a exercer atividades na residência do ex-presidente.
A defesa solicita que a reintegração respeite as condições de fiscalização e as medidas cautelares em vigor. Caso Moraes autorize o pedido, a equipe de assessoramento de Bolsonaro passará a contar com seis integrantes.


