Um júri de Las Vegas considerou Duane Davis, de 63 anos, culpado pelo assassinato do rapper Tupac Shakur nesta segunda-feira (31). O ex-líder da gangue South Side Compton Crips pode ser condenado à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional pelo crime ocorrido em 1996.
A decisão ocorreu após algumas horas de deliberação. Na época, Davis liderava a organização criminosa que controlava partes de Los Angeles. Segundo a acusação, o crime foi ordenado após o sobrinho de Davis ser agredido por integrantes do grupo de Shakur, também conhecido como 2Pac, em um cassino local.
O promotor Binu Palal afirmou durante as alegações finais que Davis não podia permitir tal incidente dentro da cultura das gangues. O artista, que tinha 25 anos na data da morte, foi baleado duas horas após o confronto no cassino, enquanto viajava em um BMW.
A acusação sustenta que o executor estava em um Cadillac branco, que parou em um semáforo ao lado do veículo do rapper. Segundo os promotores, Davis entregou a arma a um passageiro no banco traseiro do Cadillac para que os disparos fossem efetuados.
A investigação permaneceu estagnada por décadas por falta de provas. O processo foi reativado após a publicação das memórias de Davis, em 2019, nas quais ele admitia ter estado no banco dianteiro do veículo no dia do crime.
A defesa, representada pelo advogado Michael Sanft, classificou as confissões escritas como ficção e mentiras criadas para promover a venda do livro. Davis é a única pessoa acusada pelo homicídio e agora nega as declarações, declarando-se inocente.


