A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) declarou oposição à Medida Provisória (MP) 1.357/2026, conhecida como “Taxa das Blusinhas”, que deve ser votada pelo Congresso Nacional até 8 de setembro. A entidade afirma que a proposta amplia a assimetria concorrencial entre produtos importados e nacionais.
O texto da MP reduz a zero o Imposto de Importação sobre remessas internacionais de até US$ 50. Para a faixa entre US$ 50 e US$ 3.000, a alíquota cairia de 60% para 30%. A Firjan argumenta que a mudança gera desvantagens competitivas para empresas que produzem, empregam e recolhem tributos no Brasil.
A federação baseou sua posição em nota técnica da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O documento aponta que a extinção da tributação pode colocar em risco 109 mil postos de trabalho, com impactos inclusive no território fluminense.
No Rio de Janeiro, a CNI cita o Polo de Moda de Nova Friburgo como área vulnerável. A região responde por cerca de 35% da produção nacional de moda praia, fitness e lingerie, gerando mais de 28 mil empregos diretos e indiretos.
A Firjan informou considerar preocupante que a deliberação ocorra em uma janela de tempo curta, dado o impacto na arrecadação tributária e na produção brasileira. A entidade defende que a MP não seja convertida em lei.
A proposta da federação é manter as taxas vigentes, que são de 20% para remessas de até US$ 50 e de 60% para a faixa de US$ 50 a US$ 3.000, a fim de assegurar a competitividade da indústria do país.

