A Espanha registrou 5.111 mortes atribuíveis ao calor entre 1º de junho e 31 de agosto, segundo dados do Instituto de Saúde Carlos III. O número é o maior para esse período desde que a série histórica começou, em 2015, superando o recorde anterior de 4.652 óbitos contabilizados em 2022.
O instituto, sediado em Madri, detalhou que agosto foi o mês com maior incidência, com 2.149 mortes. Em julho, foram registrados 2.025 óbitos e, em junho, 937 casos relacionados às altas temperaturas.
A Alemanha também reportou números recordes neste verão. O Instituto Robert Koch (RKI), autoridade nacional de saúde do país, informou 15.800 mortes relacionadas ao calor. O dado atualiza a estimativa anterior de 14 mil mortes divulgada na semana passada.
Na Alemanha, as pessoas com mais de 75 anos foram as mais afetadas. O RKI informou que 9.600 desses óbitos ocorreram entre 22 e 28 de junho, quando algumas regiões ultrapassaram os 41 °C. Outras 4 mil mortes foram registradas entre o fim de julho e meados de agosto.
O cálculo de óbitos relacionados ao calor utiliza métodos estatísticos que comparam as mortes em semanas de verão com e sem ondas de calor. O procedimento é necessário porque a temperatura não consta como causa direta nos atestados de óbito.
Segundo o RKI, a maioria das mortes decorre da combinação entre o calor intenso e doenças preexistentes, como problemas renais, pulmonares ou cardiovasculares. O cenário de seca e calor extremo em grande parte da Europa contribuiu para a alta mortalidade no Hemisfério Norte.

