O governo do presidente Donald Trump planeja gastar US$ 4 milhões para fortalecer a mídia de direita na Europa, segundo quatro fontes a par do financiamento. A medida integra um pacote de ao menos US$ 25 milhões destinado a grupos da sociedade civil que atuam em causas conservadoras na região.
O Departamento de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (DRL), órgão do Departamento de Estado dos EUA, informou que a iniciativa visa promover a liberdade de expressão e fortalecer os laços transatlânticos. A notificação ao Congresso sobre a alocação dos recursos ocorreu no dia 21 de agosto.
Dos recursos para a mídia, US$ 3 milhões serão usados em um programa para analisar o retrocesso democrático europeu relacionado à migração ilegal, agendas de entidades supranacionais e o cenário da mídia independente. Outro US$ 1 milhão será destinado à criação de um consórcio de jornalistas independentes para cobrir temas como direitos naturais, liberdade religiosa e soberania nacional.
Cerca de US$ 10 milhões já foram divulgados em editais publicados em julho e agosto. O montante adicional de US$ 15 milhões eleva o total para trabalhos na Europa ao mínimo de US$ 25 milhões. A previsão é que o financiamento seja finalizado até o fim de setembro.
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, afirmou em julho que o país e os europeus não tolerarão tentativas de interferência estrangeira em processos eleitorais. A Comissão Europeia não se manifestou sobre o plano.
Um porta-voz do Departamento de Estado declarou que o DRL não financia partidos políticos e que a gestão Trump mantém o compromisso com a defesa dos direitos humanos. O pacote global de financiamento do órgão soma quase US$ 180 milhões, incluindo verbas para monitorar abusos na África do Sul e combater a censura no Brasil.


