O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Niterói condenou o músico Clodoaldo Queiroz de Oliveira à pena de 28 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado, nesta terça-feira (1º). Ele foi julgado por homicídio triplamente qualificado contra a esposa, Karen Mancini, analista do Tribunal de Contas do Estado (TCE), ocorrido em abril de 2024.
O crime aconteceu em Lumiar, distrito de Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro. Karen Mancini, que tinha 39 anos, morreu após ser agredida por 114 golpes. Segundo o laudo de necropsia, as lesões causaram hemorragia e traumatismo craniano encefálico.
A juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce afirmou na sentença que o réu agiu com audácia reprovável ao espancar a vítima dentro da própria residência, onde moravam juntos. A magistrada informou que o músico golpeou o corpo da mulher, especialmente na região da cabeça, e não prestou socorro.
A decisão ressaltou a frieza de Oliveira na execução do feminicídio. Os jurados reconheceram a motivação fútil, baseada em um desentendimento entre o casal, e o emprego de meio cruel, devido à extensa quantidade de lesões que causaram sofrimento desnecessário à vítima.
A juíza citou ainda que o perito responsável pelo laudo de necropsia classificou a quantidade de lesões como tortura. A sentença considerou que a conduta do réu evidenciou menosprezo pela vida humana e ausência de chances de defesa para a mulher.


