A Suprema Corte dos Estados Unidos permitiu, nesta segunda-feira (1º), que o governo de Donald Trump prossiga com a construção de um salão de festas de US$ 400 milhões na Ala Leste da Casa Branca. A decisão, dividida por 5 a 4, suspende liminares de instâncias inferiores que bloqueavam a obra.
O tribunal decidiu por razões processuais que o National Trust for Historic Preservation, organização que contestava a obra, não possui legitimidade jurídica para processar o governo. A Corte não se manifestou sobre a legalidade da construção, mas afirmou que a interrupção do projeto, que já está 65% concluído, causaria danos irreparáveis ao governo.
O presidente Donald Trump afirmou via rede social Truth Social que a decisão remove qualquer dúvida ou ameaça ao complexo militar e de festas. Segundo o mandatário, a estrutura será uma das maiores já construídas em Washington e deve ser finalizada no verão de 2028.
Apenas o presidente da Corte, John Roberts, votou contra, argumentando que o projeto seria provavelmente ilegal por não possuir autorização expressa do Congresso para ser erguido em terreno de parque federal. O Departamento de Justiça defendeu a obra alegando que a estrutura é vital para a segurança nacional, citando tentativas de atentado contra o presidente em abril.
O novo salão terá 90 mil pés quadrados (cerca de 8,3 mil metros quadrados) e capacidade para 999 convidados. O projeto inclui colunas resistentes a mísseis, tetos contra drones, vidros blindados e um complexo subterrâneo com abrigos antibombas e instalações médicas.
O custo estimado subiu de US$ 200 milhões para US$ 400 milhões. O governo afirma que o valor provém de doações privadas, embora fundos de impostos paguem componentes de segurança. No entanto, parlamentares democratas e relatórios internos sugerem que mais de metade do custo total, que poderia chegar a US$ 600 milhões, seria financiada por verbas públicas.
O National Trust for Historic Preservation, representado por Brent Leggs, declarou decepção com a decisão. A organização argumenta que o presidente é um gestor temporário da residência oficial e não teria autoridade unilateral para demolir e redesenhar a estrutura sem aprovação legislativa.

