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Política

Ex-dono de banco pede a Moraes intervenção para barrar operação

Carla Fernandes
Última atualização: 1 de setembro de 2026 11:23
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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Mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, revelam tentativas de obter blindagem jurídica com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo era interromper a Operação Compliance Zero, que apura uma suposta fraude financeira de R$ 12 bilhões, segundo a imprensa local.

Os diálogos, iniciados em 30 de outubro de 2025, mostram Vorcaro solicitando que Moraes acionasse o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. O banqueiro buscava evitar a atuação de delegados e procuradores da linha de frente para impedir o que chamou de “sacanagem”.

Na mesma época, o Banco Master possuía um contrato de R$ 131 milhões com Viviane Barci, esposa do ministro. O escritório de advocacia da profissional recebeu repasses de R$ 80 milhões em outubro de 2024, transferências rastreadas pela CPI do Crime Organizado via declaração de Imposto de Renda.

Cinco horas antes de ser detido no Aeroporto de Guarulhos, em 17 de novembro de 2025, Vorcaro perguntou se Rodrigues poderia atrasar as ordens de prisão para que ele voasse a Dubai. O executivo afirmou que, se o prazo fosse adiado para a semana seguinte devido a um feriado, o banco não quebraria.

Para ocultar as conversas, Vorcaro enviava capturas de tela de textos escritos no bloco de notas com a função de visualização única. Peritos não recuperaram as respostas de Moraes. O empresário também repassou ao ministro os nomes de quatro delegados e três procuradores, alegando ter informantes no Banco Central.

Vorcaro afirmou em mensagem que não faria nenhum movimento jurídico que o ministro não considerasse produtivo. Apesar dos apelos, a Operação Compliance Zero avançou por dez fases. Em março de 2026, o ministro André Mendonça, relator do caso, determinou a segunda prisão do empresário.

O ex-banqueiro permanece detido na Papudinha, prisão militar do Distrito Federal. Diante dos novos fatos, Mendonça solicitou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) avalie a legalidade dos diálogos interceptados.

TAGGED:Alexandre de MoraesBanco MasterCompliance ZeroFraude FinanceiraPolícia FederalSTF
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