Os candidatos do PL ao Senado pelo Rio de Janeiro, Carlos Jordy e Carlos Portinho, concentraram ataques contra Pedro Paulo (PSD) e Benedita da Silva (PT) durante debate promovido pela OAB-RJ e pelo jornal O Dia nesta terça-feira (1º). Ambos os alvos estavam ausentes do encontro.
Em bloco sobre violência contra a mulher, Portinho questionou se homens que agridem mulheres merecem votos. Jordy complementou a fala afirmando que Pedro Paulo tenta fazer os eleitores esquecerem seu passado. O deputado federal foi acusado de agressão pela ex-mulher em 2015, caso arquivado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Jordy também criticou Benedita da Silva pela aliança com Pedro Paulo, afirmando que a parceria mancha a reputação da candidata. A assessoria de Benedita informou que a deputada não compareceu por estar em Brasília desde segunda-feira, retornando ao Rio nesta quarta-feira.
A vereadora Mônica Benício (PSOL) criticou a decisão de Portinho de convidar Jordy para falar sobre a defesa das mulheres em vez de dar voz às candidatas presentes. Em outro momento, Benício atacou a gestão de Marcelo Crivella (Republicanos) como prefeito do Rio, classificando-a como uma das piores da cidade. Crivella rebateu citando dificuldades financeiras e investimentos na saúde.
Portinho também criticou Crivella e Benedita da Silva por votarem a favor de dispositivo relacionado à saída temporária de presos em feriados. O senador afirmou ter votado contra a medida. No debate, Crivella e Marcos Dias (Podemos) trocaram elogios durante a discussão sobre emprego e trabalho.
A disputa ocorre com 10% das intenções de voto para Benedita da Silva, seguida por Jordy com 7% e Crivella com 6%, segundo pesquisa Quaest divulgada em 25 de agosto. O levantamento, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ouviu 1.302 pessoas e indica alta indecisão: 88% dos entrevistados não souberam citar candidato na modalidade espontânea.


