Um homem de 24 anos teve a prisão preventiva decretada no Rio de Janeiro após investigação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) sobre crimes cometidos em redes sociais. O suspeito utilizava grupos de WhatsApp e outras plataformas para proferir ataques racistas, xenofóbicos e incitar a violência de gênero.
A apuração teve início após a denúncia de uma estudante que recebeu ofensas racistas em um grupo de WhatsApp vinculado à comunidade acadêmica de uma universidade federal, em Volta Redonda. Com a quebra do sigilo de dados, os investigadores constataram que as ofensas não eram um episódio isolado.
O material analisado revelou mensagens com manifestações de ódio e um texto no qual o acusado afirmava que estuprar determinada pessoa seria um “dever”. A polícia também localizou imagens de animais mortos e mutilados, incluindo uma foto do homem segurando a cabeça de um animal decapitado.
Durante as buscas e apreensões, a investigação encontrou material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes. Com base nessas evidências, o MPRJ solicitou os mandados de prisão e de busca.
Na última quarta-feira (26), a Promotoria de Justiça ofereceu denúncia contra o homem pelos crimes de injúria racial, racismo, incitação ao crime, além da divulgação e posse de conteúdo pornográfico infantil.
O Ministério Público requereu que o réu seja condenado ao pagamento de indenização por danos morais, tanto individuais quanto coletivos, no valor de 100 salários-mínimos.


