Candidatos conservadores a cargos legislativos por São Paulo reuniram-se, na noite desta segunda-feira (31), com o ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, Gustavo Villatoro. O encontro, promovido pela Brasil Paralelo, discutiu a implementação de políticas de segurança linha-dura no Brasil, inspiradas no modelo de combate às gangues do governo Nayib Bukele.
Entre os presentes estavam os candidatos Adrilles Jorge, Rubinho Nunes, Silvio Navarro e Douglas Garcia. O grupo defende o endurecimento da legislação penal, o fortalecimento das forças de segurança e o enfrentamento direto a facções criminosas. Villatoro também cumpriu agenda com o presidenciável Flávio Bolsonaro, com Guilherme Derrite, candidato ao Senado por São Paulo, e com Sergio Moro, candidato ao governo do Paraná.
O candidato a deputado federal Silvio Navarro utilizou dados do Sisdepen do segundo semestre de 2025 para argumentar contra o desencarceramento. Segundo Navarro, as cinco penitenciárias federais de segurança máxima possuíam 1.040 vagas, das quais 594 estavam ocupadas, resultando em 43% de capacidade ociosa. Ele defende a adoção da prisão perpétua e o fim de benefícios que permitam a soltura de criminosos perigosos.
A redução de benefícios criminais e a exigência de trabalho para presos são bandeiras defendidas por Adrilles Jorge. Já Rubinho Nunes e Douglas Garcia propõem a revisão da Constituição brasileira para permitir a aplicação da pena de morte em crimes hediondos, como latrocínio, estupro e crimes sexuais contra crianças. Atualmente, a Carta Magna proíbe a medida, exceto em casos de guerra declarada.
Os quatro candidatos convergem na proposta de classificar as grandes facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. A estratégia busca mudar a prioridade do sistema penal, focando na proteção da sociedade e na redução de mecanismos que antecipam a volta de condenados às ruas.


