Candidatos à Presidência da República reagiram, nesta terça-feira (1), a novas informações sobre as ligações entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) pediram explicações, renúncia ou o impeachment do magistrado.
O senador Flávio Bolsonaro afirmou que a situação de Moraes é grave após a revelação de que o ministro teria analisado um contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes. O parlamentar declarou que o ministro não tem mais condições de permanecer no cargo.
Romeu Zema utilizou as redes sociais para chamar o ministro de “projetinho de ditador”. O candidato lembrou que já havia protocolado um pedido de impeachment contra Moraes em março deste ano, quando ainda era governador de Minas Gerais.
Durante visita à Expointer, em Esteio, na Região Metropolitana de Porto Alegre, Augusto Cury defendeu o fim da vitaliciedade dos cargos de ministro do STF. O candidato afirmou que é necessário romper com esse modelo de nomeação.
Renan Santos associou a suspensão de sua candidatura, decidida pelo ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a uma tentativa de atingir sua campanha. Santos afirmou que Toffoli e Moraes estariam envolvidos no escândalo do Banco Master e criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), por não dar andamento aos pedidos de impeachment. O candidato mencionou conversas vazadas sobre o interesse de Alcolumbre por mulheres suíças em reuniões com Vorcaro e ameaçou fazer campanha contra o senador no Amapá.
Ronaldo Caiado publicou mensagem nas redes sociais afirmando que quem usou a proximidade com o poder para blindar o banqueiro deve dar explicações ao país, independentemente de ser senador ou ministro do STF. A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não respondeu aos questionamentos sobre o caso.


