O Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) anunciou a criação de quatro núcleos temáticos dedicados a radiofármacos, terras raras, meio ambiente e clima e transição energética. O lançamento ocorreu durante as celebrações de 70 anos da instituição, com a presença de representantes de órgãos como a USP, CNEN e MCTI.
A iniciativa visa converter o conhecimento científico em soluções concretas para a sociedade, integrando pesquisadores e infraestrutura para aproximar a inovação da indústria e de políticas públicas, informou a diretora-superintendente Isolda Costa.
O Núcleo de Inovação em Radiofármacos focará no desenvolvimento de terapias precisas e personalizadas para o tratamento de cânceres de difícil controle. A meta é ampliar a autonomia nacional na produção de medicamentos e facilitar a chegada de novos diagnósticos ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Na área de terras raras, o instituto pretende dominar tecnologias de separação e processamento de minerais. O objetivo é que o Brasil deixe de ser apenas exportador de recursos brutos e passe a produzir componentes de alto valor agregado para eletrônicos, sistemas de defesa e energia renovável.
O Núcleo de Meio Ambiente e Clima priorizará a agricultura regenerativa e a produção de amônia verde. O projeto prevê o uso de resíduos agrícolas e florestais para a melhoria de solos e a redução de emissões de carbono nas cadeias produtivas.
Já o núcleo de transição energética trabalhará com hidrogênio verde, biocombustíveis e sistemas eletroquímicos. A proposta busca conectar a pesquisa laboratorial às necessidades da indústria para gerar empregos qualificados e reduzir a dependência de tecnologias estrangeiras.
Criado em 1956 como Instituto de Energia Atômica, o IPEN instalou em 1957 o Reator Nuclear de Pesquisas IEA-R1, o primeiro do Hemisfério Sul, na Cidade Universitária de São Paulo.


