O Ibovespa subiu 1,27% nesta terça-feira (1º), fechando aos 179.722 pontos, e registrou a décima alta consecutiva, o maior nível desde maio. No mesmo dia, o dólar recuou 0,47%, cotado a R$ 5,1556, em movimento influenciado pelo retorno de recursos estrangeiros ao mercado brasileiro.
A valorização da Bolsa foi puxada por empresas do setor de petróleo, com as ações da Petrobras avançando mais de 3%. O movimento acompanhou a alta de 4,6% do petróleo Brent, que fechou a US$ 94,65 por barril devido a tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã.
No acumulado de 2026, o Ibovespa apresenta valorização de 10,11%. O resultado de setembro inicia com a sequência positiva de dez sessões, após agosto ter encerrado o mês com queda de 0,3%.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a economia cresceu 0,5% no segundo trimestre em comparação aos três primeiros meses do ano. O PIB alcançou R$ 3,4 trilhões entre abril e junho, resultado que indica desaceleração frente ao avanço de 1,1% registrado no primeiro trimestre.
A Agropecuária teve o melhor desempenho do período, com alta de 2,8%. Os Serviços cresceram 0,2% e a Indústria subiu 0,1%. Na demanda, os investimentos avançaram 1,2% e o consumo do governo subiu 0,4%, enquanto o consumo das famílias recuou 0,4%.
Comparado ao segundo trimestre de 2025, o PIB cresceu 2%. Nesse recorte, a Agropecuária expandiu 6,8%, enquanto Indústria e Serviços subiram 1,5% cada. O consumo do governo teve alta de 3,1% e o das famílias cresceu 0,5%.
Investidores também analisaram a proposta de Orçamento da União para 2027 enviada ao Congresso Nacional. O projeto prevê um superávit primário de R$ 18,6 bilhões, o que representaria o primeiro resultado positivo das contas públicas após quatro anos de déficit.


