O plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira (1º), a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a vaga de ministro no Tribunal de Contas da União (TCU). A decisão ocorreu em votação secreta, com 63 votos favoráveis e quatro contrários, dependendo agora da aprovação da Câmara dos Deputados.
Pacheco assume a vaga deixada pelo ministro Bruno Dantas, que formalizou a renúncia ao cargo na manhã de segunda-feira (31). A saída do ministro já era prevista há meses. O relator da matéria no plenário foi o senador Renan Calheiros (MDB-AL).
O TCU possui nove cadeiras, divididas igualmente entre indicações do Senado, da Câmara dos Deputados e da Presidência da República. Como a vaga aberta pertence à cota do Senado, o nome foi levado diretamente ao plenário, sem a necessidade de sabatina pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), rito obrigatório apenas para indicados do Executivo.
A nomeação ocorre após Pacheco ter sido cotado para o Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), defendia o nome do mineiro para a Corte, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias. Alcolumbre ofereceu a vaga no TCU a Pacheco diante da saída de Dantas.
Rodrigo Otavio Soares Pacheco, 49 anos, é advogado criminalista formado pela PUC Minas com especialização em direito penal econômico internacional. Atuou como conselheiro seccional da OAB-MG entre 2007 e 2012 e foi o conselheiro federal mais jovem da Ordem. Também foi auditor do Tribunal de Justiça Desportiva.
Eleito deputado federal por Minas Gerais em 2014 e senador em 2018, Pacheco presidiu o Senado Federal de 2021 a 2023, sendo reeleito por mais dois anos. O parlamentar decidiu não disputar a reeleição para a presidência da Casa.


