A empresa de cibersegurança Kaspersky identificou 480 sites que simulam a cobrança de pedágios eletrônicos do sistema free flow desde o início do ano. A fraude utiliza anúncios patrocinados e links em redes sociais para atrair motoristas que buscam quitar débitos, resultando em transferências via Pix para contas de laranjas.
Mais de 80 novos domínios fraudulentos foram registrados a partir de maio. As páginas imitam plataformas de pagamento e, após a inserção da placa do veículo, exibem um suposto débito em aberto. Para dar aparência de legitimidade, os sites apresentam valores baixos, compatíveis com tarifas reais, e podem exibir dados verdadeiros do veículo consultado.
Desde 24 de agosto, o aplicativo CNH do Brasil permite a consulta de passagens por pedágios eletrônicos, com informações sobre a concessionária e o canal de pagamento disponíveis em até 24 horas. Fabio Assolini, pesquisador líder de segurança da Kaspersky, afirmou que a unificação do serviço é positiva, pois antes o motorista precisava buscar sites individuais de cada concessionária, o que facilitava a ação de criminosos.
A Kaspersky informou que, embora não tenham sido detectados aplicativos falsos que simulem especificamente o CNH do Brasil, a App Store possui apps com nomes semelhantes ao oficial. Segundo a empresa, essa estratégia visa aumentar downloads e pode ser explorada para induzir usuários ao erro.
Para evitar o golpe, a orientação é não baixar aplicativos por links de SMS ou WhatsApp e verificar o selo de aplicativo oficial na Google Play. A recomendação é digitar o endereço da concessionária diretamente no navegador e conferir os dados do destinatário do Pix, já que pedágios oficiais não são pagos a pessoas físicas ou fintechs desconhecidas.


