O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixa Brasília nesta quarta-feira (2) para cumprir agenda de campanha no Rio Grande do Sul. A viagem ocorre no dia em que o Senado inicia a análise da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1.
Flávio Bolsonaro desembarca em Porto Alegre às 10h e segue para a Expointer, em Esteio, onde participa de almoço com lideranças do agronegócio. À noite, o senador realiza comício no Parque Moinhos de Vento, na capital gaúcha. O candidato afirmou que pretende participar da sessão do Senado remotamente.
Enquanto isso, o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, comanda a estratégia na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Marinho informou que apresentará um requerimento de preferência para que um projeto de flexibilização da jornada de trabalho seja votado antes da PEC relatada por Omar Aziz (PSD-AM). Caso a manobra falhe, o senador disse que usará instrumentos regimentais para prolongar a discussão, incluindo o pedido de vista.
Questionado na terça-feira sobre como votaria caso a alternativa da oposição fosse derrotada, Flávio Bolsonaro evitou responder se votaria contra o texto que extingue a escala 6×1. O senador defendeu a proposta de “liberdade total” para o trabalhador definir a própria escala, com remuneração proporcional às horas trabalhadas.
A indefinição do candidato ocorre em meio a um cálculo eleitoral. Uma pesquisa Quaest de julho indica que 69% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1. Por outro lado, a adesão à PEC poderia gerar resistência de setores empresariais preocupados com o aumento dos custos trabalhistas.
A PEC em pauta na CCJ propõe a redução da jornada semanal máxima de 44 para 40 horas, com dois dias de repouso remunerado sem redução de salário. A transição seria gradual: queda para 42 horas após 60 dias da promulgação e para 40 horas após 12 meses. Se aprovada na comissão, a proposta precisará de 49 votos favoráveis em dois turnos no plenário.


