O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, afirmou que Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, ainda pode firmar um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público de São Paulo (MPSP), desde que apresente informações novas e relevantes para as investigações.
O empresário é investigado por supostamente comandar um esquema de desvio de metanol para adulteração de combustíveis em postos da capital e da Grande São Paulo. Segundo Oliveira e Costa, a apresentação de dados desconhecidos pelo órgão é a condição para qualquer negociação, embora ele tenha declarado que um novo acordo não é prioridade do Ministério Público no momento.
Anteriormente, o procurador-geral e promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) rejeitaram a proposta de colaboração de Beto Louco e de Mohamad Hussein Mourad, chamado de Primo. A decisão ocorreu no âmbito da Operação Carbono Oculto, sob a justificativa de que as informações apresentadas pelos empresários já eram de conhecimento do MPSP.
Na última semana, o Ministério Público denunciou Beto Louco e outros 15 investigados por organização criminosa e lavagem de dinheiro. A denúncia descreve um esquema que teria operado entre 2017 e 2025, visando a adulteração de combustíveis em postos da região metropolitana.
As investigações indicam que o grupo desviou mais de 10 milhões de litros de metanol para mistura irregular, obtendo lucros milionários. O documento aponta ainda indícios de estelionato, crimes tributários, crimes ambientais, falsidade documental e delitos contra o consumidor.


