A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (2), a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a vaga de ministro no Tribunal de Contas da União (TCU). O resultado foi de 404 votos a favor, 61 contra e uma abstenção em votação secreta realizada no plenário.
Pacheco assume a cadeira deixada por Bruno Dantas, que formalizou a renúncia ao cargo na manhã de segunda-feira (31). A saída do ministro era esperada há meses. O Tribunal de Contas da União possui nove cadeiras, divididas igualmente entre indicações do Senado, da Câmara e da Presidência da República.
Como a vaga aberta pertence à cota do Senado, o nome foi levado diretamente ao plenário da Casa Alta e, posteriormente, à Câmara. Diferente dos indicados pelo Executivo, o rito não exigiu sabatina pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). O cargo é vitalício, com aposentadoria compulsória aos 75 anos, o que permite ao novo ministro permanecer 29 anos na Corte.
A apuração indica que Davi Alcolumbre ofereceu a vaga a Pacheco diante da possível renúncia de Dantas. O cargo é considerado estratégico, pois o TCU fiscaliza as contas do Poder Executivo e auxilia o Congresso no controle externo da administração pública.
Rodrigo Otavio Soares Pacheco, 49 anos, é formado em Direito pela PUC Minas com especialização em Direito Penal Econômico Internacional. Atuou como advogado criminalista por duas décadas e foi conselheiro federal da OAB. Foi eleito deputado federal por Minas Gerais em 2014 e senador em 2018.
Entre 2021 e 2023, presidiu o Senado Federal, tendo sido reeleito para mais dois anos no comando da Casa. Pacheco decidiu não disputar a reeleição para a presidência do Legislativo.


