A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (2), por 407 votos favoráveis, 61 contrários e uma abstenção, a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para ocupar uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU). O cargo ficou disponível após a renúncia do ministro Bruno Dantas.
A indicação foi articulada pelo presidente Davi Alcolumbre (União-AP) junto a lideranças do Senado. Alcolumbre já havia tentado indicar Pacheco para o Supremo Tribunal Federal (STF), mas o presidente Luiz Inácio Lula (PT) escolheu Jorge Messias, que foi rejeitado pelos senadores em abril.
No Senado Federal, a aprovação ocorreu na terça-feira (1) em votação secreta, com 63 votos a favor e quatro contra. O processo foi analisado diretamente no plenário, sem passar por comissões. O pedido de renúncia de Dantas foi apresentado em caráter irretratável, com efeitos a partir de 9 de setembro.
A data da posse de Pacheco não foi definida. A apuração indica que a cerimônia pode ocorrer somente após as eleições de outubro.
Pacheco presidiu o Senado por dois mandatos, entre 2021 e 2024. Foi deputado federal de 2015 a 2018 e senador desde 2019. No currículo, presidiu a Comissão da Constituição e Justiça na Câmara e a comissão temporária de alterações no Código Civil.
A nomeação ocorre após períodos de indefinição sobre o futuro político do senador. Pacheco chegou a ser cortejado para disputar o governo de Minas Gerais nestas eleições e trocou o PSD pelo PSB. Antes do início da campanha, ele descartou a candidatura e sinalizou a possibilidade de deixar a vida pública.


