As taxas do Tesouro Direto caíram nesta quarta-feira (2), com os títulos prefixados voltando a operar abaixo de 14% ao ano. O recuo foi impulsionado pela divulgação de nova pesquisa Quaest sobre a corrida presidencial e pelo alívio nos juros dos Estados Unidos, após dados de emprego mais fracos que o esperado.
O Tesouro Prefixado 2029 recuou para 13,98% às 13h02, contra 14,12% no fechamento de terça-feira. O Prefixado 2032 caiu de 14,51% para 14,36%, registrando a maior variação do dia, enquanto o Prefixado com Juros Semestrais 2037 passou de 14,52% para 14,40%. Nos títulos de inflação, a queda foi mais contida.
A pesquisa Quaest indicou empate técnico em eventual segundo turno entre Lula, com 42%, e Flávio Bolsonaro, com 41% das intenções de voto. A diferença entre os candidatos caiu de três para um ponto percentual em relação à rodada anterior. O Ibovespa subiu 3,5%, aproximando-se dos 186 mil pontos, e o dólar chegou a ser negociado perto de R$ 5,10.
Jefferson Laatus, estrategista e sócio do Grupo Laatus, afirmou que a reação do mercado foi excessiva e pediu cautela. O executivo disse que o movimento expõe o desejo de investidores por uma mudança na presidência em 2027, mas alertou que a queda será grande quando vier alguma frustração.
No exterior, o rendimento do Treasury de dez anos operou perto de 4,78% após o relatório ADP registrar a criação de 38 mil vagas no setor privado americano em agosto, número inferior às 47 mil projetadas. No Brasil, a produção industrial cresceu 0,2% em julho, resultado que reforça apostas em novos cortes da taxa Selic.
As ações do Banco do Brasil subiram mais de 5%. O mercado agora aguarda o payroll, indicador do mercado de trabalho dos Estados Unidos que será divulgado nesta sexta-feira, para avaliar a política monetária do Federal Reserve.


