O candidato à Presidência da República Renan Santos, do partido Missão, afirmou em vídeo publicado no X, na noite de terça-feira (1º), que desobedeceu a decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que havia suspendido sua propaganda eleitoral e repasses de verba pública.
A suspensão, determinada no domingo (30), ocorreu após Toffoli identificar 16 perfis em redes sociais não informados no pedido de registro de candidatura. A medida proibiu a participação de Santos em debates e bloqueou repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. As restrições foram levantadas nesta quarta-feira (2), após o ministro avaliar diligências do TSE, de plataformas digitais e do próprio candidato.
Santos declarou que ignorou conselhos de políticos, empresários e juristas para não confrontar o Supremo Tribunal Federal (STF). O candidato afirmou que continuou publicando vídeos durante a suspensão porque, em um país onde a justiça é injusta, a alternativa é cumprir o que é verdadeiro e honesto. Ele informou ainda ter convocado uma coletiva de imprensa para expor a participação de Toffoli no escândalo do Banco Master.
O candidato anunciou o pedido de impeachment de Dias Toffoli e do ministro Alexandre de Moraes. Santos associou Moraes ao empresário Daniel Vorcaro e criticou decisões da Corte, como a derrubada do sigilo de fonte e a saída da prisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele relatou ter orientado seus advogados a cancelar qualquer reunião com Toffoli.
Sobre os perfis omitidos, o partido Missão apresentou as informações em 19 de agosto, 12 dias após o protocolo do registro, feito em 7 de agosto. Santos informou a data de criação de 10 contas, alegando que seis começaram a ser usadas para propaganda a partir de 16 de agosto e que outros perfis foram destinados à campanha posteriormente.
Toffoli declarou que as medidas cautelares visavam preservar dados das redes sociais enquanto o caso era analisado, e não aplicar sanções de propaganda. Com a análise das diligências, o ministro liberou a propaganda nos canais registrados no DivulgaCandContas e os repasses do fundo. A Procuradoria Geral Eleitoral deve se manifestar sobre o processo em 24 horas.


