O presidente Donald Trump sugeriu, nesta quarta-feira (2), que o Estreito de Hormuz seja renomeado como “Estreito Trump”. A declaração ocorre após o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) lançar uma nova onda de ataques contra alvos militares do Irã, encerrando um período de trégua de aproximadamente um mês.
Trump argumentou que a mudança seria justificada por estar a região sob controle dos Estados Unidos. O presidente já havia utilizado a alteração de nomes como demonstração de poder anteriormente, como no caso do Lago Ontário, renomeado para “Lago América” durante a guerra comercial com o Canadá.
As forças militares americanas informaram ter atingido sistemas de radar, defesa aérea, instalações de comunicação e capacidades de lançamento de minas ligadas ao Corpo de Guardas Revolucionários Islâmicos (IRGC). O governo do Irã afirmou que os ataques atingiram áreas civis nas províncias de Khuzestan, Sistan e Baluchestan, Hormozgan e Kerman, incluindo uma cerimônia de casamento em Kuhestak, com vítimas fatais.
O Capitão da Marinha Tim Hawkins, porta-voz do CENTCOM, disse que as forças dos EUA não visam civis. Em resposta, o IRGC declarou ter realizado ataques retaliatórios contra bases americanas no Iraque, Jordânia, Kuwait e Bahrein na noite de terça-feira (1). No domingo, os EUA destruíram dois lançadores iranianos na Ilha Larak.
A instabilidade afetou severamente o tráfego marítimo. Dados da empresa Kpler indicam que apenas seis navios cruzaram o estreito na terça-feira, contra 19 na sexta-feira anterior. Antes do início da guerra, em 28 de fevereiro, a média era de 138 embarcações a cada 24 horas. O UK Maritime Operations (UKMTO) reportou ainda a morte de tripulantes de um navio petroleiro saudita atacado na região.
O Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), composto por seis países, classificou as ações do Irã como “atrozes” e violações da soberania estatal. O secretário-geral Jasem Mohamed AlBudaiwi afirmou que o bloco apoia as medidas tomadas para preservar a segurança regional. Os Emirados Árabes Unidos, que suspenderam o comércio com Teerã em agosto, também condenaram as ofensivas.


