O apresentador Ratinho afirmou, em entrevista ao podcast Papagaio Falante nesta terça-feira (1º), que mantém críticas feitas à deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). O comunicador defendeu que a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados deveria ser presidida por uma mulher cisgênero.
Questionado sobre o episódio, Ratinho declarou que a Comissão da Mulher deve ser comandada por quem possui útero e vivencia as dores femininas. Ele afirmou que não mudou de opinião desde as primeiras declarações sobre o tema.
O apresentador disse considerar apenas os gêneros masculino e feminino, baseando-se na genética XY e XX. Segundo ele, não se deve inventar outras histórias e que pessoas trans não são mulheres.
Ratinho afirmou que sua posição não representa desrespeito ou intenção de tratar pessoas de forma ofensiva. O comunicador disse que trans são seres humanos que nasceram com características femininas, mas que isso não as torna mulheres.
O conflito entre o apresentador e a parlamentar começou em março, quando Erika Hilton foi eleita para presidir a comissão. Na época, Ratinho criticou a escolha durante seu programa no SBT, alegando que a decisão era injusta diante da quantidade de outras mulheres disponíveis para o cargo.
As declarações iniciais resultaram em acusações de transfobia contra o apresentador. Meses depois, em nova manifestação, ele reafirmou que não pretende alterar sua posição sobre o assunto.


