O candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar (PL-AL) afirmou, nesta quarta-feira (2), que o governo federal atuou para impedir a inclusão de indícios contra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, no relatório da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
Gaspar, que foi relator da comissão responsável por investigar descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas, disse que a pressão do governo incluiu a liberação de emendas e articulação direta com congressistas. O parlamentar afirmou que o governo trabalhou intensamente para que os indícios contra o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não aparecessem no documento final.
O relatório elaborado por Gaspar foi derrubado por aliados do governo no dia 28 de março, com 19 votos contrários e 12 favoráveis. O deputado de 56 anos, que cumpre seu primeiro mandato, alegou ter sentido a pressão do presidente Lula para blindar o filho da investigação.
A apuração envolve Antônio Carlos Camilo Antunes, a lobista Roberta Luchsinger e Marco Aurélio Ribeiro, ex-chefe de gabinete da Presidência. Gaspar também citou Swedenberger Barbosa, ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde. Segundo o parlamentar, o presidente Lula faz parte de um esquema criminoso de tráfico de influência.
Lulinha é investigado em três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). Um dos processos da Polícia Federal apura ligações entre Luchsinger, Marcola e o operador de fraudes previdenciárias Antônio Carlos Camilo Antunes, que está preso preventivamente.
Mensagens obtidas pela Polícia Federal indicam que a lobista Roberta Luchsinger teria recusado um cargo no governo para focar em negócios com Lulinha. Questionado sobre o caso em sabatina na última quinta-feira (27), o presidente Lula declarou não conhecer a mulher. A assessoria do presidente não respondeu aos pedidos de manifestação sobre as falas de Gaspar.


