O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, defendeu nesta quarta-feira (2) a implementação de um código de ética para o Judiciário e o Ministério Público. A proposta inclui o fim dos supersalários para eliminar a promiscuidade entre interesses públicos e privados no Brasil.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Silva afirmou que o sistema político e judicial do país vive uma profunda crise que protege pessoas poderosas e perpetua a corrupção. Segundo o dirigente, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende a urgência de mudar a estrutura atual, que ele classificou como apodrecida.
O dirigente partidário também criticou a forma de distribuição das emendas parlamentares e pediu o fim do que chamou de farra nesses repasses. Ele defendeu a adoção imediata de controle e transparência total sobre os gastos públicos em todas as instâncias governamentais.
A manifestação ocorre em um momento de tensão envolvendo a Suprema Corte. Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula nas eleições deste ano, pediu na terça-feira (1) a abertura de processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Renan Santos, candidato do Missão à Presidência, também anunciou pedidos de impeachment contra os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, ambos do STF. Edinho Silva não mencionou as mensagens trocadas entre Moraes e o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não se pronunciou sobre o tema até o momento.


