O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) defendeu, nesta quarta-feira (2), a aplicação de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) quando houver comprovação de infrações graves. A declaração ocorreu durante visita à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), em Belo Horizonte.
O posicionamento do pré-candidato acontece um dia após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal. O documento registrou diálogos entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, sobre uma operação policial contra o empresário, que foi preso dois dias depois.
Cury afirmou que erros na conduta de magistrados devem resultar em renúncia ou perda do cargo. Segundo o candidato, reformas pontuais não são suficientes e é necessário alterar os fundamentos da Justiça. “Se tiver comprovado, se cometeu infração séria, tem que ter renúncia, claro. Tem que haver impeachment”, disse.
Entre as mudanças sugeridas para a composição do STF, Cury defendeu a fixação de mandatos de oito anos para os ministros. Atualmente, os integrantes da Corte não possuem prazo determinado de permanência, deixando o tribunal apenas ao atingirem a idade limite de 75 anos.
No campo da reforma política, o candidato manifestou-se a favor do fim do sistema parlamentarista, modelo em que um primeiro-ministro assume a gestão do país. Cury também criticou a reeleição, defendendo que detentores de cargos públicos atuem com prazo determinado a serviço dos contribuintes.
O político informou que mantém diálogo com diferentes correntes e citou boa relação com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), e com o ministro da Defesa, José Múcio. Cury afirmou que pretende articular a formação de uma equipe técnica com esses nomes em caso de governo.


