O Flamengo reorganiza o planejamento financeiro para a janela de transferências após a desistência do Dínamo de Moscou em contratar o equatoriano Gonzalo Plata por 10 milhões de euros (cerca de R$ 60 milhões). A operação, que seria paga à vista, deveria viabilizar o pagamento de parcelas de novos reforços.
Apesar do revés, a diretoria confirmou que não desfará as contratações de Anthony Valencia e Joaquín Freitas, anunciadas na terça-feira (1). Valencia, que chega como substituto de Plata, custará cerca de R$ 30 milhões, enquanto Freitas terá custo de R$ 40 milhões. Ambos os atletas já treinaram no Ninho do Urubu nesta semana.
Para compensar a perda da venda de Plata, o clube conta com a negociação de Wallace Yan para o Bragantino por seis milhões de euros (cerca de R$ 36 milhões). O acordo também prevê a chegada de um jogador para as categorias de base. Novas contratações agora dependem de saídas, com Everton Cebolinha sendo um dos nomes próximos de deixar o elenco após conversas com interessados, incluindo o Botafogo.
O clube tem até sexta-feira (4) para inscrever os novos reforços nas quartas de final da Libertadores. No mercado brasileiro, o prazo para transferências encerra no dia 11 de setembro. A expectativa é que apenas Valencia e Freitas sejam as novidades no registro da competição continental.
A cautoria financeira ocorre após a divulgação de um déficit acumulado de R$ 33,8 milhões no primeiro semestre. Pelo estatuto do clube, o Conselho Diretor perde a autonomia para celebrar contratos e empréstimos caso os balancetes trimestrais apontem déficit superior a 3% do faturamento previsto no orçamento aprovado.
A pressão de conselheiros pela execução orçamentária e a necessidade de vender R$ 250 milhões levaram a diretoria a adotar um perfil de contratações baseado em scouting. No primeiro semestre, o Flamengo investiu R$ 495 milhões em jogadores, montante que inclui R$ 315,7 milhões na operação de Lucas Paquetá.


